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O Primeiro materialista moderno, Hobbes corajosamente sustentou. numa época profundamento religiosa. que não existia substancia espiritual. É mais conhecido por sua filosofia politica, que afirma que é racional indivíduos se submeterem a um soberano forte para assegurar a ordem e a paz.
Segundo o filosofo inglês as doutrinas
politicas existentes não estavam solucionando o problema do entendimento entre
os homens, ou seja, garantindo a efetividade de sua convivência pacifica em
sociedade. Thomas Hobbes constatava as devastações produzidas pela guerra civil
na Inglaterra e concluía que as lutas fratricidas resultavam de um poder
político que não era reconhecido como legítimo por todos. Pois dado o caráter da
condição natural, os homens não guardam qualquer prazer da companhia dos seus
semelhantes, uma vez que a mesma gera disputa e desconfiança.
Ele acreditou que a solução seria aplicar o método da Matemática que propicia conclusões certas e indiscutíveis ao contrário das ciências morais que produzem apenas controvérsias infindáveis. Partiu da suposição de que a formulação de uma teoria política baseada em fundamentos lógico-racionais poderia estabelecer a paz social. O autor de O Leviatã irá, portanto, aplicar o método lógico-dedutivo a fim de demonstrar a necessidade de um poder absoluto para eliminar os conflitos existentes.
Hobbes inicia a sua argumentação com a premissa de que no estado de natureza todos os homens são movidos pelo instinto de conservação. A luta pela sobrevivência instaura a guerra de todos contra todos.
Diz ele que a natureza faz os homens independentes, uns em
relação aos outros. Nesse sentido, a ação humana leva em consideração apenas o
interesse particular, sem considerar os interesses alheios, ela o revela como um ser egoísta,
solitário, um ser que apenas busca o atendimento de seus desejos e ambições e
os busca atender de qualquer maneira - afinal na natureza não existe bem ou o
mal, só existe na sociedade - que vive constantemente imaginando o perigo
resultante da convivência com os outros homens. É importante também destacar
que, para Hobbes, os seres humanos são naturalmente livres, no sentido de que
suas atividades não estão sob o constrangimento de ninguém. Conforme Hobbes, ‘’liberdade
significa, em sentido próprio, a ausência de oposição’’. No Estado de Natureza,
a liberdade ilimitada humana não sofre, em última análise, qualquer
constrangimento que não o de uma força maior.
Levando em base esse fato seria impossível viver em uma
sociedade pacifica, Pois cada ser humano pretenderia que seu companheiro lhe atribuísse
o mesmo valor que ele se atribui a si próprio, e todos
procurariam apenas realizar seus respectivos desejos e ambições criando assim um
grande conflito de interesses – As pessoas fortes lutariam entre si, enquanto
usariam como arena de combate as "costas" dos mais fracos. E foi por isso que Hobbes escreveu “O homem é o lobo do homem”, porque ele percebeu que o homem o único "predador" do homem.
No estado de natureza, como, todos os homens são
movidos pelo instinto de conservação. A luta pela sobrevivência instaura a
guerra de ‘’todos contra todos’’. O medo da morte violenta associado à
consciência de que é mais vantajoso viver no estado civil (instinto de conservação
+ razão) produz no homem o desejo de viver em paz. Desta forma, de livre
vontade, visando apenas o interesse próprio de conservação, os homens chegam,
então, a um acordo. Todos irão renunciar aos seus direitos naturais e
submeter-se integralmente a um poder soberano.
A função do soberano é assegurar que todos respeitem o
contrato social e, dessa forma, garantir a vontade de todos que é a paz e a
segurança individual. Para desempenhar bem esta função, o soberano deve exercer
um poder absoluto, sem estar subordinado a ninguém; e nem mesmo a uma Carta
Magna. Só dessa forma seria possível subjugar os interesses particulares, o
individualismo cada vez mais acirrado presente na sociedade de relações
mercantilizadas, o qual colocava em xeque o interesse geral, isto é, a
convivência pacífica dos homens.
Trecho de O Leviatã, de Thomas Hobbes, 1651
O motivo que leva os seres humanos a criar os Estados é o desejo de abandonar essa miserável condição de guerra que […] [surge] quando não existe poder visível que os controle […]. O único caminho para criar semelhante poder comum, capaz de defende-los contra a invasão dos estrangeiros […], assegurando-lhes de tal modo que por sua própria atividade e pelos frutos da terra poderão alimentar-se a si mesmos e viver satisfeitos, é conferir todo o seu poder e fortaleza a um homem ou a uma assembleia de homens […] que representem sua personalidade […]. Isso é algo mais que consentimento ou concórdia; é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais […]. Feito isso, a multidão assim unida em uma pessoa se denomina Estado.O Leviatã. p. 327-8
Então a solução para
alcançar a convivência pacifica na sociedade segundo Hobbes seria o
Absolutismo. O estado deveria, então, ser a instituição fundamental para
regular as relações humanas.
O poder absoluto seria necessário enfim para impedir os abusos e a violência cometida pelos mais fortes contra os mais fracos porque isso poderia desagregar a sociedade e destruir a paz civil.
O Estado absoluto, o Leviatã, deverá ser o monstro bíblico cruel que protegerá os peixinhos miúdos contra a ameaça dos tubarões graúdos que desejam devorá-los.
O poder absoluto seria necessário enfim para impedir os abusos e a violência cometida pelos mais fortes contra os mais fracos porque isso poderia desagregar a sociedade e destruir a paz civil.
O Estado absoluto, o Leviatã, deverá ser o monstro bíblico cruel que protegerá os peixinhos miúdos contra a ameaça dos tubarões graúdos que desejam devorá-los.
FONTES;
http://histoblogsu.blogspot.com.br/2009/04/seguir-trechos-dos-livros-o-principe.html
http://www.brasilescola.com/sociologia/o-papel-estado-segundo-thomas-hobbes.htm


