terça-feira, 2 de junho de 2015

Thomas Hobbes – Homem, Força e Poder


                                                     (http://www.the-philosophy.com/wp-content/uploads/2011/05/hobbes-wolf.jpg)


  O Primeiro materialista moderno, Hobbes corajosamente sustentou. numa época profundamento religiosa. que não existia substancia espiritual. É mais conhecido por sua filosofia politica, que afirma que é racional indivíduos se submeterem a um soberano forte para assegurar a ordem e a paz.

  Segundo o filosofo inglês as doutrinas politicas existentes não estavam solucionando o problema do entendimento entre os homens, ou seja, garantindo a efetividade de sua convivência pacifica em sociedade. Thomas Hobbes constatava as devastações produzidas pela guerra civil na Inglaterra e concluía que as lutas fratricidas resultavam de um poder político que não era reconhecido como legítimo por todos. Pois dado o caráter da condição natural, os homens não guardam qualquer prazer da companhia dos seus semelhantes, uma vez que a mesma gera disputa e desconfiança.

  Ele acreditou que a solução seria aplicar o método da Matemática que propicia conclusões certas e indiscutíveis ao contrário das ciências morais que produzem apenas controvérsias infindáveis. Partiu da suposição de que a formulação de uma teoria política baseada em fundamentos lógico-racionais poderia estabelecer a paz social. O autor de O Leviatã irá, portanto, aplicar o método lógico-dedutivo a fim de demonstrar a necessidade de um poder absoluto para eliminar os conflitos existentes.

  Hobbes inicia a sua argumentação com a premissa de que no estado de natureza todos os homens são movidos pelo instinto de conservação. A luta pela sobrevivência instaura a guerra de todos contra todos.

  Diz ele que a natureza faz os homens independentes, uns em relação aos outros. Nesse sentido, a ação humana leva em consideração apenas o interesse particular, sem considerar os interesses alheios, ela o revela como um ser egoísta, solitário, um ser que apenas busca o atendimento de seus desejos e ambições e os busca atender de qualquer maneira - afinal na natureza não existe bem ou o mal, só existe na sociedade - que vive constantemente imaginando o perigo resultante da convivência com os outros homens. É importante também destacar que, para Hobbes, os seres humanos são naturalmente livres, no sentido de que suas atividades não estão sob o constrangimento de ninguém. Conforme Hobbes, ‘’liberdade significa, em sentido próprio, a ausência de oposição’’. No Estado de Natureza, a liberdade ilimitada humana não sofre, em última análise, qualquer constrangimento que não o de uma força maior.

  Levando em base esse fato seria impossível viver em uma sociedade pacifica, Pois cada ser humano pretenderia que seu companheiro lhe atribuísse o mesmo valor que ele se atribui a si próprio, e todos procurariam apenas realizar seus respectivos desejos e ambições criando assim um grande conflito de interesses – As pessoas fortes lutariam entre si, enquanto usariam como arena de combate as "costas" dos mais fracos. E foi por isso que  Hobbes escreveu “O homem é o lobo do homem”, porque ele percebeu que o homem o único "predador" do homem.

  No estado de natureza, como, todos os homens são movidos pelo instinto de conservação. A luta pela sobrevivência instaura a guerra de ‘’todos contra todos’’. O medo da morte violenta associado à consciência de que é mais vantajoso viver no estado civil (instinto de conservação + razão) produz no homem o desejo de viver em paz. Desta forma, de livre vontade, visando apenas o interesse próprio de conservação, os homens chegam, então, a um acordo. Todos irão renunciar aos seus direitos naturais e submeter-se integralmente a um poder soberano.
  A função do soberano é assegurar que todos respeitem o contrato social e, dessa forma, garantir a vontade de todos que é a paz e a segurança individual. Para desempenhar bem esta função, o soberano deve exercer um poder absoluto, sem estar subordinado a ninguém; e nem mesmo a uma Carta Magna. Só dessa forma seria possível subjugar os interesses particulares, o individualismo cada vez mais acirrado presente na sociedade de relações mercantilizadas, o qual colocava em xeque o interesse geral, isto é, a convivência pacífica dos homens.


Trecho de O Leviatã, de Thomas Hobbes, 1651 
O motivo que leva os seres humanos a criar os Estados é o desejo de abandonar essa miserável condição de guerra que […] [surge] quando não existe poder visível que os controle […]. O único caminho para criar semelhante poder comum, capaz de defende-los contra a invasão dos estrangeiros […], assegurando-lhes de tal modo que por sua própria atividade e pelos frutos da terra poderão alimentar-se a si mesmos e viver satisfeitos, é conferir todo o seu poder e fortaleza a um homem ou a uma assembleia de homens […] que representem sua personalidade […]. Isso é algo mais que consentimento ou concórdia; é uma unidade real de tudo isso em uma e mesma pessoa, instruída por pacto de cada homem com os demais […]. Feito isso, a multidão assim unida em uma pessoa se denomina Estado.O Leviatã. p. 327-8

  Então a solução para alcançar a convivência pacifica na sociedade segundo Hobbes seria o Absolutismo. O estado deveria, então, ser a instituição fundamental para regular as relações humanas.
  O poder absoluto seria necessário enfim para impedir os abusos e a violência cometida pelos mais fortes contra os mais fracos porque isso poderia desagregar a sociedade e destruir a paz civil.
  O Estado absoluto, o Leviatã, deverá ser o monstro bíblico cruel que protegerá os peixinhos miúdos contra a ameaça dos tubarões graúdos que desejam devorá-los.


FONTES;

http://histoblogsu.blogspot.com.br/2009/04/seguir-trechos-dos-livros-o-principe.html

http://www.brasilescola.com/sociologia/o-papel-estado-segundo-thomas-hobbes.htm

Leviatã

(leviata.files.wordpress.com)


     "Leviatã" foi um livro publicado por Thomas Hobbes no período da tomada do poder na Inglaterra por Oliver Cromweel, quando a Inglaterra deixa de ser uma monarquia e passa a ser uma república governada por um militar (1651). Hobbes identificava o "Leviatã" como um monstro bíblico, uma espécie de grande hipopótomo de que fala o livro de Jó, precisando "que não há poder sobre a terra que se possa comparar". Hobbes vivia numa época de grande instabilidade política, assim, toda a sua mecânica foi direcionada na busca da paz pessoal, social e política.

     No livro "Leviatã" ele faz um estudo do comportamento do homem no estado de natureza até seu encontro com o homem artificial - O Estado/O "Leviatã".

    Com relação aos homens naturais cabe ressaltar que os homens no estado de natureza são egoístas, luxuriosos, inclinados a agredir os outros e insaciáveis, condenando-se, por isso mesmo, a uma vida solitária, pobre, repulsiva, animalesca e breve. Neste estado não existe senso do que é justo u injusto, nem o que se pode ou não pode fazer porque os homens vivem de acordo com suas paixões e interesses em busca dos seus desejos e por serem desejos semelhantes os homens vivem em constante conflito.

     No entanto, por uma inclinação racional o homem percebe que não deve querer para os outros aquilo que não quer para si e para isso precisa renunciar aos seus direitos, transferindo-o a um poder irresistível que o conduza e o controle. Nasce o homem artificial através de um pacto voluntário firmado entre os homens, tendo em vista a própria proteção, a fim de saírem, do instável estado de natureza, para a libertação e salvação.

      Com relação ao homem artificial cabe ressaltar que "A natureza não colocou no homem o instito de sociabilidade; o homem só busca companheiros por interesse; por necessidade; a sociedade política é o fruto artificial de um pacto voluntário, de um cálculo interesseiro".   

O terceiro - Com o contrato o homem transfere a um terceiro os seus interesses, que substituirá a vontade detodos. Ele é detentor de tanto poder e força que se torna capaz, graças ao terror que inspira, de dirigir as vontades de todos à paz no interior e ao auxílio mútuo contra os inimigos no exterior. O contrato não é firmado com o detentor do poder, mas entre os homens que renunciam, em proveito desse senhor, a todo direito e toda liberdade nociva à paz. 


(resumosonlinegratis.blogspot.com.br/2010/11/resumo-do-livro-leviata-thomas-hobbes.html)

Poder e Força

       






Poder 


Todos os indivíduos tem poder. Pode ser o poder de produzir algo, de consumir, de seduzir, de comandar, de manipular, entre muitas outras possibilidades. A palavra poder vem do latim Potere, que significa “ser capaz de”. 

Assim podemos dizer que poder é a “capacidade ou possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos”. Levando-se em conta essa concepção não é difícil perceber que o poder é uma relação entre indivíduos ou grupos de indivíduos, sempre exercido por alguém e sobre alguém. 


A institucionalização do poder 


A institucionalização do poder acontece quando aquele que detém o poder não mais se acha identificado com ele, sendo apenas depositário da soberania popular. Nesse âmbito, a legitimidade não está no uso da violência ou nos privilégios hereditários, por exemplo, mas sim no consentimento da população. 

A institucionalização do poder está ligada com a redução do poder centralizado. Pensemos na época dos faraós. O poder estava na figura do faraó, que detinha um poder pessoal extremamente centralizado. No casa das monarquias absolutas, igualmente o poder estava na figura do monarca e os súditos deviam fidelidade àquele que por meio da teoria divina dos reis era visto como representante de Deus na Terra. Com a institucionalização, por sua vez o poder não está no faraó ou no monarca absoluto, mas sim no mandato e soberania popular. 

Uma das contribuições decisivas foi dada por Montesquieu, que no século XVIII teorizou sobre a autonomia dos três poderes, defendendo que “para que não se possa abusar do poder é preciso que o poder freie o poder”. Portanto, o poder torna-se legítimo porque emana do povo e se faz em conformidade com a lei.


Legitimidade do poder 


Somente a força física não é condição suficiente para um sustentar um estado por muito tempo. O Estado precisa ser legítimo, isto é, ter o consentimento daqueles indivíduos que obedecem. A essa relação damos o nome de legitimidade. 

Força 


  Para que alguém tenha a possibilidade de exercer o poder é necessário que ele tenha a força necessária para tanto. A força não e somente física como pode parecer, ela pode ser também, por exemplo, psíquica ou moral. É graças a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou, mais especificamente, políticas.
  
  Assim a força diz respeito aos meios necessários para se influir no comportamento de outro indivíduo. A força pode ser, por exemplo, o charme de uma pessoa em um relacionamento, ou o carisma de um indivíduo em relações de amizade. O poder se faz valer por meio da força. 
   
  Contudo, o grande problema é que a força tende a se degenerar. Assim, é comum a força física se transformar em coerção, ou a força psíquica e moral podem se transformar em ideologia. Ou em outro exemplo no caso do amor, o medo da perda, o ciúme, o desejo de controle degeneram o poder e a força originários da atração amorosa e transformam a relação inicialmente voluntária em obrigação e constrangimento. 







Fontes: 
(http://paulosociofilo.blogspot.com.br/2011/05/aula-de-filosofia-filosofia-politica.html)
(http://imagohistoria.blogspot.com.br/2012/03/politica-na-filosofia.html)