terça-feira, 2 de junho de 2015

Poder e Força

       






Poder 


Todos os indivíduos tem poder. Pode ser o poder de produzir algo, de consumir, de seduzir, de comandar, de manipular, entre muitas outras possibilidades. A palavra poder vem do latim Potere, que significa “ser capaz de”. 

Assim podemos dizer que poder é a “capacidade ou possibilidade de agir, de produzir efeitos desejados sobre indivíduos ou grupos humanos”. Levando-se em conta essa concepção não é difícil perceber que o poder é uma relação entre indivíduos ou grupos de indivíduos, sempre exercido por alguém e sobre alguém. 


A institucionalização do poder 


A institucionalização do poder acontece quando aquele que detém o poder não mais se acha identificado com ele, sendo apenas depositário da soberania popular. Nesse âmbito, a legitimidade não está no uso da violência ou nos privilégios hereditários, por exemplo, mas sim no consentimento da população. 

A institucionalização do poder está ligada com a redução do poder centralizado. Pensemos na época dos faraós. O poder estava na figura do faraó, que detinha um poder pessoal extremamente centralizado. No casa das monarquias absolutas, igualmente o poder estava na figura do monarca e os súditos deviam fidelidade àquele que por meio da teoria divina dos reis era visto como representante de Deus na Terra. Com a institucionalização, por sua vez o poder não está no faraó ou no monarca absoluto, mas sim no mandato e soberania popular. 

Uma das contribuições decisivas foi dada por Montesquieu, que no século XVIII teorizou sobre a autonomia dos três poderes, defendendo que “para que não se possa abusar do poder é preciso que o poder freie o poder”. Portanto, o poder torna-se legítimo porque emana do povo e se faz em conformidade com a lei.


Legitimidade do poder 


Somente a força física não é condição suficiente para um sustentar um estado por muito tempo. O Estado precisa ser legítimo, isto é, ter o consentimento daqueles indivíduos que obedecem. A essa relação damos o nome de legitimidade. 

Força 


  Para que alguém tenha a possibilidade de exercer o poder é necessário que ele tenha a força necessária para tanto. A força não e somente física como pode parecer, ela pode ser também, por exemplo, psíquica ou moral. É graças a ela que se pode definir a potência na ordem nas relações sociais ou, mais especificamente, políticas.
  
  Assim a força diz respeito aos meios necessários para se influir no comportamento de outro indivíduo. A força pode ser, por exemplo, o charme de uma pessoa em um relacionamento, ou o carisma de um indivíduo em relações de amizade. O poder se faz valer por meio da força. 
   
  Contudo, o grande problema é que a força tende a se degenerar. Assim, é comum a força física se transformar em coerção, ou a força psíquica e moral podem se transformar em ideologia. Ou em outro exemplo no caso do amor, o medo da perda, o ciúme, o desejo de controle degeneram o poder e a força originários da atração amorosa e transformam a relação inicialmente voluntária em obrigação e constrangimento. 







Fontes: 
(http://paulosociofilo.blogspot.com.br/2011/05/aula-de-filosofia-filosofia-politica.html)
(http://imagohistoria.blogspot.com.br/2012/03/politica-na-filosofia.html)

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